Moradia para idosos: tendência que proporciona bem-estar e independência.

Condomínios voltados a pessoas idosas, que dão a sensação de liberdade que falta às casas de repouso, são a grande aposta do mercado imobiliário.

As estatísticas apontam que o Brasil está ficando velho: segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estima-se que em 2031 o número de idosos irá superar o de crianças e jovens. Mas quando paramos para reparar, perguntamos: onde estão esses idosos? Isso porque as pessoas com mais de 60 anos, denominadas como “terceira idade”, então cada vez mais ativas, saudáveis e fazendo planos para o futuro.

O desejo por viver de forma independente tem crescido cada vez mais nesse público, afinal, os tempos são outros e a expectativa de vida, devido a avanços tecnológicos e na medicina, tem aumentado gradativamente. É por isso que morar com os filhos ou parentes próximos não tem sido uma opção desejada pelos “novos velhos”, muito menos morar em casas de repouso, que para muitos transmitem a ideia de dependência e invalidez.

Com essas informações em mãos, o mercado imobiliário tem apostado em condomínios com moradias de alto padrão para pessoas idosas, onde cada um tem a própria casa, do jeito que sempre quis, mas com as adaptações necessárias, como piso plano e antiderrapante, portas largas e barras de apoio em locais estratégicos. Além disso, os moradores têm acesso a tudo o que precisam, desde atendimento de enfermagem a academias de ginástica e mercados.

 

Um novo conceito para viver bem na melhor idade

Já adotado nos Estados Unidos e em países da Europa, o conceito de condomínio para idosos vem ganhando atenção no Brasil, driblando a tradição de os pais irem morar com os filhos depois de velhos. É neste momento, em que os filhos saem de baixo das asas dos pais, que estes querem aproveitar mais a vida e as oportunidades que surgem pela frente.

Já implementado no Brasil (no Rio Grande do Sul) e com mais projetos concretos para o futuro, a ideia é que os moradores acima de 60 anos possam viver de forma independente, fazer novas amizades com pessoas da mesma faixa-etária e ter ao alcance tudo o que precisam para seu bem-estar.

Nesses lugares, há opções em que os serviços médicos e para manter a saúde em dia (como academias, piscinas e áreas de convívio social) já estão inclusos no preço do condomínio ou que são pagos somente em caso de uso. Mas a ideia central é a de lar, de independência, algo que geralmente parece restrito em uma casa de repouso. Afinal, se o Brasil está ficando velho, o espírito está cada vez mais jovem e quer mesmo a liberdade!

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